Mesmo que eu ande por várias ruas escuras.
Sem saber aonde vou chegar.
Sem, nem saber o tempo em que me perco nessas ruas.
Mas eu sei de uma coisa.
Eu quis me perder nessas vielas amedrontadoras.
Que de tão escuras criam sombras ao menos sinal de luz.
Qual foi o motivo de ter me abandonado assim?
Qual foi o motivo de ter me perdido assim?
Tão facilmente embrigado no mais profundo sono.
Que eu sei que não acordarei tão cedo.
Eu sei que já não sou mais o mesmo que antes fui.
O tempo foi passando e eu aprendi a me dar por mim mesmo.
O que muitas pessoas não puderam me dar por completo.
Eu ainda posso sentir essa tristeza que me abate.
Que me joga no chão e me enche de pragas.
Qual foi o motivo de ter me abandonado?
Existe uma razão de ter me perdido assim?
Que ainda continuo embriagado no sonho mais ludibriante e assustador que já vivi.
Mesmo que eu tente quebrar esse espelho de falsas virtudes.
Eu sei que ainda vai sobrar o medo que sinto de mim mesmo.
O medo que sinto de meu quarto a noite.
E o medo que sentia de perder pessoas especiais pra mim.
Por entre letras prateadas escrevo o real motivo de ter me perdido assim.
Eu nunca fui de mim mesmo.
E a razão de eu ter me abandonado.
Eu nunca olhei para um céu azul.
Com esperanças nos olhos e lágrimas nos mesmos.
Esperando que, um dia, eu fosse feliz com alguém.
E agora eu posso perceber que essas ruas.
Pelas quais vago agora.
São, nada mais, que a minha tristeza.
Tristeza concebida, trazida de mim para mim mesmo.
Para que eu possa morrer em paz.
Vendo os barcos que velejam para lugar algum.
E os aviões que eu sei que nunca retornarão.
By - Kira Hizaki Nishimura Matsumoto
Data - 19/07/2011

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