O que eu farei agora?
Já que todos se foram.
E nada restou a fazer.
A não ser sentar sob o poste.
Que, de tanto piscar, está prestes a queimar?
O que serei agora?
Que todas as cores se foram.
E nada restou a ser.
Além um velho bebado.
Que conta suas hisórias de marinheiro a quem não existe mais.
Sei que estou sozinho nessa minha nova caminhada.
E não há companhia.
Nem atrás e muito menos adiante.
Da carapaça que antes chamavam de "eu".
Do pó que restou às lágrimas que ficaram.
Nada mais é um objetivo.
Ninguém mais é especial.
Nada disso passa de apenas simples.
Normal.
Por mais que eu grite.
Por mais que eu berre.
O mais alto que eu puder.
Nada deixara de ser o que agora é.
Minhas preces já não são mais atendidas.
Meus canticos já não servem.
Minhas lágrimas, já não existem.
Meus gritos, já não se propagam.
Abro a boca, esforço-me pra produzir.
O minimo som que seja.
Mas nunca sai nada.
Nem mesmo o mais fino dos gemidos.
Como gritos ao além.
Como lágrimas na Terra.
By - Kira Hizaki Nishimura Matsumoto
Data - 15/11/2011

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