Sempre pensei em algo que me fizesse sorrir.
Algo que pudesse me tirar os pensamentos ruins.
Que me deixasse alegre por muito tempo.
Um certo dia deparei-me comigo mesmo.
Uma face que não era a aminha.
Um cabelo que não era o meu.
Estava velho, triste, totalmente caido.
Parecia um senhor de 60 anos.
E cada vez que eu olhava mais.
Via como parecia comigo.
Os cigarros que fumei até hoje.
As noites nos bares que tive.
Com belas mulheres.
Sempre tive todas as mulheres que quis.
Nunca me dediquei a apenas uma.
E vendo, cada vez mais, eu me afundar.
Naquele rosto "comido" pelo tempo.
Percebi o quanto andava só.
O quanto andava doente.
Sem ninguém pra adular.
Sem ninguém pra brincar.
E digo isso sem ter medo de parecer outra coisa.
Lembrei-me que existia uma pessoa.
Que sempre me levantava o astral.
E esse samba sem rimas e sem melodia.
É dedicado a ela.
Que ainda não tem nem 1 ano de vida.
Minha doce e pequena criança.
Como pode um rapaz formado.
Em plena juventude.
Parecer tão velho e tão solitário?
Minha pequena criança.
Que eu, com meus poucos 20 anos.
Não via a beleza que seus olhos teem.
E o brilho que o Sol tem quando te vê.
E esse samba sem rimas e sem melodias.
É dedicado a você.
Que ainda não tem 1 ano de vida.
Minha doce criança.
Que tira, de mim.
Longos risos e sorrisos.
E faz a noite escura e fria.
Tornar-se dias calorosos e claros.
By - Kira Hizaki Nishimura Matsumoto
Data - 22/07/2011
Dedicado á - Séfora Aisha, a primeira de muitas alegrias. Pois sei que jamais mentirás pra mim como outras pessoas mentiram.

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