Sua fama é tão grande.
Que amedronta até os mais valentes.
Sua audacia é tão grande.
Que faz se ajoelhar até os mais orgulhosos.
Sei que não tardarás a chegar.
Mas caso venha mais cedo do que eu espero.
Te faço apenas um pedido.
Venha de vagar, mas sem dor.
Pra que eu possa sentir cada ultimo pedacinho.
De vida que se esvai pelos dedos teus.
Dedos esses gelidos e ossados.
Que ninguém jamais viu igual.
Que ninguém, jamais, sentiu igual.
Quando passas por mim.
Sinto que cada pessoa que conheci hoje.
Me dá as costas ontem.
E eu dou as costas amanhã.
1827, os dias não são mais como hoje.
Quem fui eu no passado?
Quem sou eu agora?
Será que o meu eu do passado tenha reflexo no eu do agora?
Será que meu eu do agora refletirá no meu eu do futuro?
Ou será que morreirei aqui e não existirá mais nada?
O que há mais para saber de uma vida jogada fora?
O que há mais para descobrir de quem foi abandonado.
Que passou fome e nada se tornou alem de mais um.
O que há pra saber?
O que eu me tornei do que antes eu fui?
A unica resposta que me vem agora.
É a pergunta que todods sempre fazem.
Qual será a forma da minha morte?
"MORTE, TU QUE ÉS TÃO FORTE.
QUE MATAS O GATO, O RATO E O HOMEM.
VISTA-SE COM A TUA MAIS BELA ROUPA QUANDO VIERES ME BUSCAR!"
Morte, que meus amores me vejam.
E que eu os veja.
Que minha vida futura.
Não seja usada em vão.
Que meus amores morram.
Enquanto eu renasco.
Que meus herois morram.
De overdose.
Que meus dedos caiam.
No inverno da Russia.
Que meu cerebro queime.
No calor do Sahara.
Que eu morra indolormente.
Nos braços da minha amada.
By - Kira Hizaki Nishimura Matsumoto
Data - 22/02/2011

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