Esse relógio que ainda bate os ponteiros.
Um dia terá de parar.
Apenas por parar.
Acabando assim com a minha existencia.
Pela manhã, me torno dono de um outro ser.
Um outro corpo que não sei se é meu.
Ou se é de outro alguém, já morto.
Cujo as carnes já se emputrefam.
AS pernas, ainda cansadas da noite passada.
Levam-me a algum lugar.
Passando um pouco mais de tempo, chega a tarde.
E seu clarão de dor e agonía.
Fazendo perceber um outro corpo.
Que tenho certeza de que é meu.
Pois não obedece aos meus comandos.
Me tornando marionete de mim mesmo.
A noite não se demora.
E logo tras consigo a escuridão.
Que acalma o sangue quente em minhas veias.
Agora o corpo mais uma vez morre.
Tornando a ser apenas carne.
Sem cor, sem vida.
Apenas carne putrefa e morbida.
Deitada em um pedaço de pano.
O relógio da minha existência.
Um dia há de parar.
E quando esse dia chegar.
O que há de mais perfeit em mim.
Se revelará, me tornando um alguém.
Já morto e enterrado.
Mas um dia vivo.
By - Kira Hizaki Nishimura Matsumoto
Data - 13/06/2010

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